sexta-feira, 1 de setembro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

Reflexões

"A prova permite que eu saiba como estou ensinando não apenas como o aluno está aprendendo," 
Citação de Mário Sérgio Cortella em entrevisa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pierre Lévy: a revolução digital só está no começo

"É absurdo imaginar que um instrumento que aumenta os poderes da linguagem em geral pudesse favorecer somente a verdade, o bem e o belo. É preciso sempre perguntar: verdadeiro para quem? Belo para quem? Bem para quem? O verdadeiro vem do diálogo aberto aos diversos pontos de vista. Direi até mais do que isso: se tentássemos transformar a internet numa máquina de produzir somente a verdade, o belo e o bem, só chegaríamos a um projeto totalitário, de resto, sempre fadado ao fracasso."
Em entrevista, o filósofo da informação Pierre Lévy faz um balanço de pouco mais de três décadas de web, a teia global, o hipertexto, a navegação na rede ao alcance de todos.

O desenvolvimento da internet levou mais tempo do que normalmente se imagina. Com o surgimento da web, há aproximadamente 30 anos, porém, aconteceu uma explosão. Pode-se dizer que o mundo, de fato, entrou numa nova era? Há muito ainda para surgir ou esse ciclo, com tudo o que ele comporta, já bateu no teto?
Pierre Lévy: 
De qualquer maneira, a internet se expandiu mais rapidamente do que qualquer outro sistema de comunicação na história. No começo dos anos 1990, havia 1% da população mundial conectada. Uma geração depois, já eram 40%. Avançamos rapidamente para 50% e mais… Estamos apenas no começo da revolução do meio do algoritmo. Nas próximas décadas, acompanharemos várias mutações. A computação ubíqua, que já faz parte da nossa paisagem, vai se generalizar fazendo com que a maioria esteja permanentemente conectada. O acesso à análise de grandes quantidades de dados, hoje nas mãos de governos e de grandes empresas, vai se democratizar. Teremos cada vez mais imagens de nosso funcionamento coletivo em tempo real. A educação vai se focar na formação crítica e no tratamento coletivo de dados. A esfera pública será internacional e se organizará por nuvens semânticas nas redes sociais. Os países passarão da forma “Estado-nação" para constelações de Estado, com um território soberano e uma zona desterritorializada na infosfera de conexão total. As criptomoedas, moedas digitais criptografadas, vão se disseminar.

Fala-se muito em internet dos objetos e em internet total. São verdadeiras mutações ou apenas acelerações?
Pierre Lévy:
 A internet pode ser analisada em dois aspectos conceitualmente distintos, mas praticamente interdependentes e inseparáveis. Por um lado, a infosfera, os dados, os algoritmos, imateriais e ubíquos. São as nuvens. Por outro lado, os receptores, os gadgets, os smartphones, os dispositivos móveis de todos os tipos, os computadores, os data-centers, os robôs, tudo aquilo que é inevitavelmente físico e localizado: os objetos. As nuvens não podem funcionar sem os objetos. Os objetos não podem funcionar sem as nuvens. A internet é a interação constante do localizado e do desterritorializado, a interação dos objetos e das nuvens. Tudo isso pode logicamente ser deduzido da automatização da manipulação do simbólico por meio de sistemas eletrônicos. Sentiremos cada vez mais, de agora em diante, as consequência disso tudo em nossas vidas cotidianas.

Depois de 30 anos de grandes novidades – da web, o famoso www ou a teia – até as redes sociais com seus milhões de adeptos, qual pode ser a grande mutação dos próximos tempos?
Pierre Lévy: 
Depois do surgimento da web, na metade dos anos 1990, não houve grande mutação técnica, somente uma profusão de pequenas evoluções e progressos. No plano sociopolítico, o grande salto me parece ser a passagem de uma esfera pública dominada pelos jornais, pelo rádio e pela televisão para uma esfera pública centrada nas “wikis", nos blogs, nas redes sociais e nos sistemas de moderação de conteúdos onde todo mundo pode se exprimir. Isso significa o começo do fim do monopólio intelectual dos jornalistas, dos editores, dos políticos e dos professores. Um novo equilíbrio ainda não foi alcançado, mas o velho sistema dominante está em franca erosão.

O senhor fala faz muito tempo em inteligência coletiva e em coletivos inteligentes. Vê-se, entretanto, que as redes sociais podem ser utilizadas para o bem e para o mal, por exemplo, para disseminar ideias radicais e extremistas. Pode-se falar de uma inteligência coletiva do mal e da internet como um instrumento também a serviço da estupidez e da barbárie universais?
Pierre Lévy: 
Falo em inteligência coletiva para enfatizar e estimular o aumento das capacidades cognitivas em geral, sem fazer juízo de valor. Refiro-me ao aumento da memória coletiva, ao crescimento das possibilidades de gestão e de criação de redes e das oportunidades de aprendizagem em sistemas de cooperação, com acesso universal a informações e dados. Acredito que esse aspecto é inegável e que todos os atores intelectuais e sociais responsáveis deveriam utilizar essas novas possibilidades na educação, na gestão do conhecimento, nas empresas e nas deliberações políticas democráticas. É preciso inserir a internet na longa série que passa pela invenção da escrita e do impresso. Trata-se de um considerável ganho na capacidade humana de tratamento das operações simbólicas. O núcleo dessa capacidade, contudo, é a linguagem, que existe desde sempre e não depende de qualquer tecnologia em particular.
Graças à linguagem existem a arte, a cultura, a religião, os valores e a complexidade das instituições econômicas, sociais e políticas. Mas falar de linguagem significa também falar em mentira e manipulação. Falar em valores significa falar em bem e mal, belo e feio. É absurdo imaginar que um instrumento que aumenta os poderes da linguagem em geral pudesse favorecer somente a verdade, o bem e o belo. É preciso sempre perguntar: verdadeiro para quem? Belo para quem? Bem para quem? O verdadeiro vem do diálogo aberto aos diversos pontos de vista. Direi até mais do que isso: se tentássemos transformar a internet numa máquina de produzir somente a verdade, o belo e o bem, só chegaríamos a um projeto totalitário, de resto, sempre fadado ao fracasso.

Nas redes sociais, a violência verbal é enorme. As pessoas insultam-se, ofendem-se e dividem-se, cada vez mais, em direita e esquerda, bons e maus, os meus e os teus. Há jornalistas que fecham os seus blogs aos comentários de leitores saturados de posts racistas e de ameaças de todos os tipos. Essa é ainda uma etapa de aprendizagem dos recursos de interação disponíveis?
Pierre Lévy: 
Se alguém me insulta ou me envia coisas chocantes no twitter ou num blog, eu bloqueio e ponto final. Certo é que nunca teremos uma humanidade perfeita. Em contrapartida, o usuário da internet não é um intelectual menor de idade. Ele tem em mãos um grande poder, mas tem também grandes responsabilidades a cumprir. O problema, sobretudo para os professores, consiste em educar esses utilizadores da internet. É preciso ensinar a estabelecer prioridades, a atrair a atenção, a fazer uma escolha justa e uma análise crítica das fontes às quais nos conectamos. Temos de prestar atenção na cultura daqueles com quem nos conectamos e precisamos aprender a identificar as narrativas feitas e as suas contradições. Essa é a nova “digital literacy" (alfabetização digital): tornar-se responsável.

Uma das questões mais discutidas da internet diz respeito aos direitos de autor e a gratuidade dos conteúdos na rede. Os internautas tendem a exigir que tudo seja gratuito. Mas a informação tem um custo. Que vai pagar? Os jornais, cada vez mais, fecham os seus sites deixando apenas uma parte do que produzem disponível a todos. O tempo de pegar para consumir conteúdos chegou?
Pierre Lévy: 
Não é impossível fazer com que os usuários da internet paguem por bons serviços. Além disso, a publicidade e a venda de conteúdos produzidos por utilizadores a empresas de marketing constituem hoje as principais maneiras de “monetizar" os serviços na rede. O direito autoral está claramente em crise no que diz respeito à música e, cada vez mais, para os filmes. Faço questão de destacar os campos da pesquisa e do ensino nos quais os editores aparecem como os principais freios ao compartilhamento de conhecimentos. A remuneração da criação na era dos meios algorítmicos é um problema complexo para o qual eu não tenho resposta simples e válidas em todos os casos.

O senhor tem falado também em democracia virtual. Já é possível falar em avanço rumo a uma nova era democrática?
Pierre Lévy:
 Sim, na medida em que é possível ter acesso a fontes de informação muito mais diversificadas que no passado e na medida também em que todos podem se exprimir para um vasto público. Enfim, porque é muito mais fácil para os cidadãos colocarem-se em contato com vistas à organização, à deliberação, à discussão e à ação. Essa “democracia virtual" pode ter uma base local, como em certos projetos de “cidades inteligentes", mas há também uma desterritorialização ou uma internacionalização da esfera pública. É possível, por exemplo, acompanhar, em tempo real, a vida política de inúmeros países e de seguir pontos de vista de pessoas, sobre assuntos que nos interessem, no planeta inteiro. Não podemos esquecer as campanhas políticas que utilizam as tecnologias de análise de dados e dos perfis de marketing, assim como o monitoramento, ou até a manipulação, da opinião pública mundial nas redes sociais pelas agências de inteligência e de informação (de todos os países).

A internet já mudou a nossa maneira de pensar, de ler e de organizar a nossa construção mental do saber?
Pierre Lévy:
 Isso é inegável. O acesso imediato a dicionários, enciclopédias, entre as quais a Wikipédia, livros (gratuitos ou pagos), vídeos educativos e outros dispositivos colocou à disposição de todos o equivalente a imensas bibliotecas. Além disso, podemos ser assinantes de incontáveis sites especializados e contatar redes de pessoas interessadas nos mesmos assuntos para construir saberes de modo colaborativo. O desenvolvimento de novos tipos de rede de colaboração na pesquisa ou na educação (os famosos MOOC – Curso Online Aberto e Massivo, “Massive Open Online Course") são a prova clara e definitiva disso que estou sustentando nesta resposta.

Tem uma canção brasileira famosa que diz, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais". Depois da internet, somos os mesmos e vivemos como nossos pais ou nos separamos deles?
Pierre Lévy: 
Continuamos seres humanos encarnados e mortais, felizes e infelizes. A condição humana fundamental não muda. O que muda é a nossa cultura material e intelectual. O nosso potencial de comunicação multiplicou-se e distribuiu-se no conjunto da sociedade. A percepção do mundo que nos cerca aumentou e tornou-se mais precisa. A nossa memória cresceu. A nossa capacidade de análise de situações complexas a partir de massas de dados vão, em breve, transformar a nossa relação com o meio ambiente biológico e social. Graças à quantidade de dados disponíveis e ao crescimento de nosso poder de cálculo, vamos provavelmente experimentar no século XXI uma revolução das ciências humanas comparável à revolução da ciências naturais no século XVII. Nós somos sempre os mesmos, mas mudamos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sociólogo diz que sociedade está ‘enfeitiçada’ pela mídia: ‘Só as versões são realidade’

Laymert: “Edward Snowden e Julian Assange
entenderam que o poder está na informação
que está oculta” | Foto:

(Wilson Dias/Agência Brasil)
Eduardo Maretti
Da RBA
Em debate realizado pelo Fórum 21 nesta quinta-feira (12), na série “Seminários para o Avanço Social”, o sociólogo Laymert Garcia dos Santos, da Unicamp, e doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Paris VII, afirmou que a realidade atual, com o monopólio da informação pela mídia tradicional, é “desesperadora”. Para ele, a sociedade está “enfeitiçada” pela manipulação. “Só as versões se tornam realidade, ao ponto de as pessoas não saberem mais o que é real e o que não é.”
Segundo Laymert, exemplo esclarecedor a respeito é a operação midiática de transformar a presidenta Dilma Rousseff no objeto de ataques sistemáticos e culpada de tudo o que de ruim acontece ou pode acontecer no país. A operação, lembra, começou na Copa do Mundo de 2014. “Trinta ou quarenta mil pessoas na Avenida Paulista (manifestação da esquerda em 13 de março de 2015) debaixo de chuva não é notícia. Porque para os meios de comunicação é preciso manter no ar a ideia do golpe. É preciso manter no ar permanentemente alguma coisa.”
O sociólogo lembra que o início da deslegitimação de Dilma, na Copa, partiu do camarote do Banco Itaú no estádio, onde estava a colunista Sonia Racy. “Não foi à toa que foi escolhido esse local.” Na ocasião da abertura da Copa, no Itaquerão, em São Paulo, o blogueiro Luiz Carlos Azenha registrou em seu blog: “Uma importante colunista social do Estadão, sentada no camarote do Banco Itaú, gritou a plenos pulmões – aparentemente entusiasmada – ‘Ei, Dilma, VTNC’”.
Diante da sistemática ofensiva do oligopólio de comunicação, “não existe mais” cobertura (jornalística), no sentido de processar informações reais. “A mídia é parte ativa na criação de versões e ficções sobre o que acontece. O que é de fato real soçobra.”
Entre os veículos de comunicação que fazem parte da campanha contra o governo petista de Dilma Rousseff, Laymert considera a Folha de S. Paulo o mais sofisticado e eficiente na construção do discurso da negatividade. “A Folha é a mais elaborada, porque eles estão há mais de 30 anos elaborando o discurso do ressentimento. Sempre, em qualquer momento em que há uma positividade, o discurso é negativo. Se a notícia é boa, existe o recurso: ‘mas…’”
A operação que se desenvolveu nos últimos meses para proteger o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que poderia ser o condutor do impeachment desejado pela direita do país, para o sociólogo, é absurda. “Ele (Cunha) está apodrecendo todos os dias e não cai. Como é possível construir essas redes de proteção? Os ladrões estão gritando ‘pega ladrão’ para quem não é ladrão.”
O grande problema, para Laymert, é que “o outro lado não consiga responder”. Segundo a análise, “estamos vivendo um fenômeno complicado para o qual a esquerda não tem respostas”. Ele diz que desde os anos 1980 observa a dificuldade da esquerda em compreender a questão midiática. Um dos principais erros de líderes petistas foi acreditar que, quando o PT chegasse ao poder, haveria uma “troca de sinal” e os meios de comunicação passariam a ser mais benevolentes com os esquerdistas. Mas o que se viu foi o contrário. “Uma vez no poder, a esquerda tem uma atitude ao mesmo tempo de submissão e fascínio pelos meios de comunicação.”
Snowden e Assange
Laymert acredita que nem mesmo setores da mídia de esquerda, como os chamados “blogueiros sujos”, entendem o processo midiático atual. “Os ‘blogueiros sujos’ não entendem, embora estejam mais perto de entender, que a política hoje não é mais a política, mas a tecnopolítica. Quem entendeu isso foram homens como Julian Assange (do Wikileaks) e Edward Snowden”, disse o professor da Unicamp. Ex-funcionário da agência de inteligência americana, a NSA, Snowden tornou público que o governo dos Estados Unidos opera um sistema de vigilância que abrange cidadãos e governos em todos os lugares do mundo que lhe interessem.
“Há uma dimensão totalitária quanto à linguagem e a instrumentalização da linguagem política. Não vejo como a esquerda possa reagir diante dessa ofensiva totalitária da mídia”, diz Laymert. “Snowden e Assange entenderam que o poder está na informação. Mais do que isso, entenderam que, ao contrário do Facebook, que fornece mais do mesmo e satisfaz o narcisismo das pessoas, o que importa é a informação que não se vê, que está oculta. No mundo atual, a informação real é a que não é exposta.”
O último debate da série promovida pelo Fórum 21 será realizado nesta sexta-feira (13), às 9h, na Assembleia Legislativa, com o tema “Impeachment e golpe”, com a participação do ex-candidato ao governo de São Paulo pelo Psol, em 2014, Gilberto Maringoni.
Fonte: Sul21

domingo, 20 de dezembro de 2015

Formatura EM na Santo Antônio


Turma 301

Ontem a noite tivemos a formatura da turma do 3º Ano do Ensino Médio Politécnico da Escola Estadual de Ensino Médio Santo Antônio, aqui de Lajeado.

Familiares, direção e professores da escola e os formandos, realizaram simples, mas muito significativa homenagem aos formandos e formandas de 2015.

Parabéns aos(às) formandas e felicidade a todos e todas!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Reflexão

Fato.
Ninguém fica indignado com a infinidade de bolsas, que beneficiam parlamentares, juízes, senadores.Odeiam todo e qualquer tipo de benefício que alcance pobres.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Reflexão


Ariano Suassuna (1927 - 2014) dramaturgo e poeta brasileiro, ocupa desde 1990 a cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras. Fonte: pensador

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Reflexão

Norberto Bobbio foi um filósofo político, historiador do pensamento político, escritor e senador vitalício italiano. Conhecido por sua ampla capacidade de produzir escritos concisos, lógicos e, ainda assim, densos.
Fonte: PIG

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Seminário Integrado

"... a iniciação científica é uma oportunidade para o aluno obter muito mais que prêmios e reconhecimento (esses são apenas meios de incentivo): é a oportunidade para o desenvolvimento de habilidades que lhe propiciarão mais espaço na sociedade." 
(Fábio Ribeiro Mendes, INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA JOVENS PESQUISADORES, p. 13)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia do Professor


Na data em que comemoramos o "Dia do Professor" não temos como deixar de compartilhar as palavras sábias de um de nossos maiores educadores populares deste país, Paulo Reglus Neves Freire.
Parabéns a todas e todos nós!


Paulo Reglus Neves Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial,[1] tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. É também o Patrono da Educação Brasileira.
Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política.
Autor de Pedagogia do Oprimido, livro que propõe um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.
Foi o brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.[5]
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Utilização de Jogos online nas Aulas

O site Escola Digital nos apresenta um bom número de jogos pedagógicos online para utilização na Sala Digital. Apresenta um espaço de:
Atividades educativas separadas por Disciplina, por Tema Curricular, por Anos/Séries e Tipo de Mídia.

O que é a Escola Digital
"Escola Digital é uma plataforma de busca de recursos digitais voltada para educadores, redes de ensino, alunos e familiares. Aqui você encontra materiais de qualidade que vão enriquecer e dinamizar suas aulas e estudos."
Como a plataforma está organizada
"A plataforma funciona como um amplo repositório, organizado com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais. São vídeos, games, animações, vídeo aulas, infográficos e mapas, entre outros. 
Os mais de 4500 Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAs) são categorizados por série, disciplina, tema, tipo de mídia, idioma, nível de acessibilidade para pessoas com deficiência, versão on-line e off-line, licença de uso, entre outras especificidades. 
O site também indica recursos digitais capazes de apoiar a criação de novos objetos de aprendizagem, o trabalho com temas transversais e a realização de projetos na comunidade, entre outras possibilidades educativas."
O que faz a Escola Digital
"Iniciativa do Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, foi construída com a colaboração do Instituto Educadigital, da TIC Educa e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo."
O que esperamos da Escola Digital
"A expectativa é que mais e mais redes públicas de ensino adotem a plataforma como apoio para suas práticas pedagógicas, promovendo o uso qualificado das tecnologias com objetivo de melhorar a educação em todo o país."

Vale dar uma conferida no site e nas múltiplas possibilidades de atividades educativas que podem nos auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.
Bom trabalho a todos e a todas!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Banir celular pode melhorar notas na escola, diz estudo; veja prós e contras

Abaixo socializo o link do site da Folha de São Paulo que apresenta um estudo sobre o uso do celular em sala de aula.
Clique aqui ou na figura ao lado e leia a íntegra do texto e faça seus comentários.

domingo, 7 de junho de 2015

Ensino Médio Politécnico

Cada vez que nos reunimos (grupo de professores) para a discutir o Seminário Integrado, a avaliação por conceito, conselho de classe e mesmo para explicar a lógica do funcionamento do Ensino Médio Politécnico para nossas turmas de estudantes do Ensino Médio, por vezes, temos dificuldades e algumas incompreensões do processo.
Assim, tentando colher mais elementos para a discussão, a profundamento e sedimentação do processo, pesquisei algumas fontes que menciono abaixo com links para os respectivos endereços eletrônicos.
Espero que as fontes possam nos ajudar.
Mudança vai ao encontro da lógica do Enem 
Na nova avaliação, são considerados três conceitos diferentes que decidirão pela aprovação ou reprovação do aluno: a Construção Satisfatória de Aprendizagem (CSA), Construção Parcial de Aprendizagem (CPA) e a Construção Restrita de Aprendizagem (CRA). O aluno é reprovado se obtiver CRA em duas áreas de conhecimento. Se ele ficar com CRA em uma área, será aprovado de ano e acompanhado por um Plano Pedagógico de Apoio Didático (PPDA). Nele, estão descritas as dificuldades que o aluno deve corrigir com ajuda dos professores. Vera explica que essa mudança é resultado de uma reestruturação na forma de ensino nas escolas. A ideia é abordar os temas de forma interdisciplinar e levando em conta o contexto de vida dos alunos. "Nós vamos trabalhar de acordo com áreas de conhecimento, sem desconstruir as disciplinas. A física, química e biologia não existem isoladamente, por exemplo", explica. Ela alega que o objetivo disso é acabar com a chamada "decoreba" para as provas e estimular a construção do conhecimento. Helena avalia que a interdisciplinaridade é um tendência nas escolas, principalmente devido ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que leva em conta áreas de conhecimento no lugar de disciplinas separadas. Apesar de achar que a avaliação deve ser mais qualitativa do que quantitativa - como com as notas -, ela considera que seria quase impossível implantar esse método de ensino e avalição em uma rede estadual tão grande como a gaúcha. O professor do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) José Francisco Soares acredita que não há tantas diferenças entre a aplicação de notas e conceitos, pois em ambos os casos deve-se apresentar uma interpretação do que foi estabelecido ao aluno. Soares concorda que a aplicação do sistema proposta pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul é bastante complexa. "É muito rica a possibilidade, desde que isso seja bem implementado", afirma.
Fonte: Terr

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Doações à EEEM Santo Antônio

Estamos em campanha para receber doações de equipamentos de informática e som para a Escola Estadual de Ensino Médio Santo Antônio, de Lajeado/RS.
No ano passado recebemos doação de equipamentos do escritório Lenz & Bergesch, este ano, em abril, recebemos uma impressora matricial  Epson LX-810 do Sr. Carlos Ferrnando Kieling e, ainda em abril, recebemos a doação de cinco monitores e duas CPUs do Pólo da ULBRA aqui de Lajeado.
O equipamento já está sendo usado nos projetos de Iniciação Digital  e Rádio Escola.
Todos(as), particulares e empresas que tiverem algum material de informática e de Som em bom estado, podem fazer suas doações ligando para a escola (51) 3714 5205 ou pelo celular (51) 8531 2731.
Desde já agradecemos o "desapego"!

sábado, 25 de abril de 2015

Livros Gratuitos

Abaixo relaciono alguns sites que permitem o download gratuito de livros de diferentes autores:
Ler para aprender, ler para expandir a mente, ler para estimular a memória.  Não importa o porquê você dedica tempo para essa atividade, o que vale é aproveitar todos os seus benefícios, seja no papel ou nos modernos leitores digitais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Encontro das Escolas de Ensino Médio

Hoje, sexta-feira, dia 24 de abril, participei do "I Encontro das Escolas de Ensino Médio" da 3ª Região Escolar.
O encontro foi promovido e coordenado  pela 3ª CRE, no auditório do IEEEM em Estrela, nos turnos da manhã e tarde.
A pauta do encontro foi a explanação das atividades que a 3ª CRE vem realizando e o diagnóstico elaborado pela CRE a partir dos relatórios de avaliação do Ensino Médio Politécnico realizado nas escolas com os(as) educadores(as) e direções.
Na parte da tarde o grande grupo foi subdividido para as discussões com relação: Ao Seminário Integrado, Avaliação, Turno Oposto, Carga Horária ...
Após relato das discussões dos grupos a reunião foi encerrada.
Muito se cresceu com relação à proposta para o Ensino Médio nos últimos três anos e, foi consenso no grupo de que ela deve continuar e avançar.

domingo, 1 de março de 2015

Ensino Médio

No site carta na escola encontrei um texto, escrito por Cinthia Rodrigues, que trata da reforma do Ensino Médio. Temos feito esta discussão no Pacto pelo fortalecimento do Ensino Médio desde 2013, visando a qualificação do Ensino Médio e da garantia da aprendizagem para todos e todas.
O texto é interessante e pode ajudar nos debates.
Boa leitura a todos!

"Pesquisadores debatem a reforma do Ensino Médio
Contrários a uma base curricular comum, pesquisadores apostam em programa de formação continuada para melhorar última etapa da Educação Básica.

Nem a reforma estrutural da divisão das disciplinas nem a criação de uma base curricular comum parecem agradar aos acadêmicos engajados no Pacto Nacional pelo Ensino Médio. Inspirado no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), a versão para a última etapa da Educação Básica consiste em três horas semanais de formação para os professores, com materiais desenvolvidos pelos pesquisadores e discutidos em cada escola.
 
Reunidos em grupos de pesquisa, eles questionam as medidas apontadas como solução para a etapa de ensino e tentam trazer o foco para a questão que julgam principal: formação continuada. “Vejo a proposta de uma relação de conteúdos a aprender por ano como desconfiança de que os professores sejam capazes de fazer seu trabalho com autonomia. Bom, mesmo que a suposição esteja certa, este é o jeito errado de resolver. Não é uma lista que vai ajudá-los”, resume Monica Ribeiro da Silva, coordenadora do Observatório do Ensino Médio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sobre a Base Nacional Curricular Comum, que está em discussão no Ministério da Educação.
 
A respeito das reformas mais estruturais, como a proposta pela Câmara dos Deputados que agrupa disciplinas e estende o tempo dos alunos na escola, ela é ainda mais enfática: “Joga fora tudo que as pesquisas apontam. É demolir o sistema”, diz.
 
Formado em 2008, o Observatório do Ensino Médio da UFPR discute o sentido da escola para o jovem e o quanto isto estaria associado às taxas de abandono, que ainda são da ordem de 50% nesta etapa no Brasil. O tema levou Monica a escrever o capítulo “Currículo do Ensino Médio, Seus Sujeitos e o Desafio da Formação Humana Integral” na primeira etapa dos Cadernos de Formação do Pacto, em 2013, e a coordenar a publicação na segunda etapa, no ano passado.
 
Até 2014, cerca de 20 mil entre os mais de 490 mil professores atuantes no Ensino Médio recebiam a bolsa por fazer parte do programa. Ao invés de informações de conteúdo, o material foca em formas de envolvimento. Uma das sugestões, por exemplo, é que o professor peça aos alunos que reflitam sobre suas expectativas. “Peça que eles escrevam (ou utilizem outra forma de expressão mais atraente, como um pequeno vídeo, uma teatralização etc.) quais são seus valores atuais, seus planos para o futuro, e como eles se imaginam daqui a 10 anos”, diz a recomendação. “Acreditamos que com este exercício simples você poderá se surpreender com a beleza de muitos sonhos, com o valor que estes jovens dão a família e a escola. Esses dados podem ser expostos, sem identificação dos autores, mas como forma de valorizar o jeito de cada um”, conclui a proposta.
 
Em seminário realizado na Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) em novembro de 2014, cujo tema “Que jogo é esse?”, fazia uma provocação sobre a disputa que se dá entre diferentes visões do papel da escola na formulação da base curricular, Monica foi uma das pesquisadoras a defender um “passo atrás”. Entre os participantes estava Carlos Artexes, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, coordenador de Ensino Médio do MEC até 2011. “Temos muita base, discursos e leis lindas, agora precisamos trabalhar o que já existe”, comentou no evento.
 
Para eles, uma base validaria os testes padronizados e os produtos didáticos que se propõem a pautar as aulas. “Devemos nos perguntar sempre: a quem serve? Será que não é para validar provas padronizadas e materiais didáticos?”, insistiu Monica. A docente da Unicamp, Nora Krawczyk, foi uma das poucas que defendeu a institucionalização de um documento oficial do MEC. “Apenas com as diretrizes podemos dizer com o que concordamos ou não. É papel do governo fazer isso e não deixar tudo para as escolas resolverem.”
 
O diretor da Secretaria de Educação Básica do MEC, Italo Dutra, pediu aos acadêmicos que participem da elaboração da Base Nacional Curricular. “Para o governo, não cabe mais discutir se ela vai existir. É uma estratégia acordada com a sociedade no Plano Nacional de Educação. Por isso, a solução é que todos colaborem e cheguemos ao melhor modelo possível.”
 
Coordenador do Observatório do Ensino Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Carrano afirma que temos “orientações demais e direitos de menos”. Seu grupo de pesquisa e o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançaram a rede Em Diálogos, que reúne na internet pesquisadores, docentes e alunos em torno de temas da juventude. “É um lugar para se pensar sobre o trabalho, visitado por milhares de pessoas diretamente envolvidas no assunto. Por isso, rejeitamos os projetos de reforma de cima para baixo”, diz. Atualmente, dez universidades participam do portal que discutiu, por exemplo, os cadernos de Formação do Pacto pelo Ensino Médio e suas repercussões práticas. “O Pacto vem sendo implantado em camadas. Por conta do ano eleitoral, secretarias estaduais demoraram a assinar em 2014. Agora, ele está chegando aos professores e queremos também os estudantes.”
 
Entre as iniciativas estão “Conhecimentos Universais”, com experiências internacionais bem sucedidas para debate, e o pedido para que os alunos e a comunidade mostrem aos educadores seus conhecimentos prévios na campanha “A escola sabe o que você sabe?”. “O jovem tem muitos conhecimentos que podem mudar a visão do professor sobre ele e ajudar a escola a ser mais significativa. Queremos expandir o diálogo, o que é incompatível com uma listagem de conteúdos a ensinar.”"